O Avanço do Mercado de Jogos Independentes

Não é novidade que a indústria do entretenimento, em particular a de jogos eletrônicos, ou games, tem passado por crescimento constante nos últimos anos. Dentro desta indústria enorme, porém, o mercado de jogos independentes merece enorme destaque.

Pôster do documentário Indie Game: The Movie

Pôster do documentário Indie Game: The Movie Fonte: Wikipédia

Desde o seu surgimento nas décadas de 1940 e 1950, os games sempre capturaram a imaginação e o interesse de centenas de pessoas. Por ser um mercado relativamente novo, dentre todos os aspectos da indústria do entretenimento, o de games atrai vários novos profissionais e desperta o interesse de muitos jovens a trabalhar neste segmento. Como nem sempre é possível simplesmente entrar em grandes empresas ou receber investimento de grandes grupos, muitos novos desenvolvedores e game designers buscam o sucesso pelo mercado independente.

Os indie games, como também são chamados os jogos independentes, não são algo novo. Alguns jogos independentes, sem apoio das grandes publicadoras (como a Nintendo), já existiam desde o início da indústria dos games, muitas vezes sendo distribuídos de forma informal ou ilegal, algo muito comum com consoles da própria Nintendo, que exigia um selo de aprovação para que os jogos pudessem ser distribuídos em seus consoles.

Tela inicial do jogo The Cheetahmen lançado informalmente para NES Fonte: Wikipédia

Tela inicial do jogo The Cheetahmen lançado informalmente para NES
Fonte: Wikipédia

Porém, o mercado indie começou a tomar a forma que conhecemos hoje apenas no fim dos anos 1980. Devido ao alto custo de produção de jogos para consoles nesta época, já que vários destes ainda utilizavam cartuchos e chips (como era o caso do Mega Drive e do Super Nintendo, por exemplo), a alternativa escolhida pelos desenvolvedores indie era produzir os jogos para PCs.

Ainda nos anos 1990, a internet começou a se popularizar nos Estados Unidos, um dos maiores mercados de jogos do mundo. Com a internet, sites de compartilhamento de arquivos também surgiram, facilitando o compartilhamento de jogos e minimizando os custos para os desenvolvedores indie, que não possuíam o apoio de grandes empresas e investidores para produção e distribuição em massa de seus jogos.

Foi com o início do século XXI, porém, que os jogos indie realmente foram alavancados. Com a popularização da internet para as massas, jogos gratuitos desenvolvidos na plataforma Adobe Flash se tornaram incrivelmente populares na internet, em sites como Newgrounds e Kongregate.

Além disto, foi também nesta época que muitos fãs passaram a criar modificações e alterações para os jogos desenvolvidos por outras empresas, os chamados mods. Enquanto os mods não são produtos formais, eles ainda servem como porta de entrada para muitos futuros desenvolvedores, que começam adquirindo experiência desta forma para desenvolver jogos próprios mais tarde. Um exemplo de sucesso no mundo dos mods é o jogo Counter-Strike, que iniciou-se como um mod feito por dois fãs para o jogo Half-Life, desenvolvido pela Valve, sendo mais tarde transformado em um jogo separado lançado pela própria Valve, que contratou os fãs responsáveis.

Capa do primeiro lançamento oficial de Counter-Strike pela Valve Fonte: Wikipédia

Capa do primeiro lançamento oficial de Counter-Strike pela Valve
Fonte: Wikipédia

Em 2005, uma grande ferramenta que viria a se tornar aliada incondicional dos desenvolvedores indie foi lançada: o YouTube. Inicialmente sendo apenas um pequeno site para compartilhamento de vídeos e filmagens, o YouTube passou a se tornar o lar de diversos vídeos mostrando jogos mais diversos. Séries de Let’s Plays, onde o apresentador conversa direto com o telespectador enquanto joga algum vídeo game, trouxeram mais atenção ainda aos jogos indie, que não dependiam mais do “boca-a-boca” ou de campanhas caras de Marketing para se tornarem conhecidos.

No fim da década de 2000, os jogos indie se tornaram parte da cultura mundial com o sucesso viral do jogo Minecraft. Inicialmente criado por apenas uma pessoa, o sueco Markus Persson (conhecido como Notch na internet), o jogo, que inicialmente não parecia nada demais, se tornou um sucesso na internet com seu mundo completamente livre para explorar, cenários que podem ser destruídos e reconstruídos e um processo de desenvolvimento onde Notch (e, mais tarde, a companhia Mojang) começou a distribuir o jogo antes mesmo do lançamento da versão final e constantemente distribuiu atualizações gratuitas para o jogo, inclusive levando em conta sugestões de jogadores.

Com o tempo, Minecraft se tornou uma das maiores histórias de sucesso no mundo dos games, vendendo mais de 18 milhões de cópias da sua versão para PCs, se tornando o jogo mais vendido da história nesta plataforma, além de mais de 40 milhões somados nas outras plataformas em que foi distribuído.

Prédio construído por jogadores dentro do Minecraft Fonte: Wikipédia

Prédio construído por jogadores dentro do Minecraft
Fonte: Wikipédia

Apesar da internet já ter auxiliado, e muito, no impacto dos jogos indie no mundo dos games em geral, o sucesso de Minecraft impulsionou este mercado ainda mais, chamando a atenção de muitos, que então perceberam que poderiam, sim, construir uma história de sucesso e carreiras profissionais estáveis, incentivando muitos a iniciarem sua trajetória neste mundo.

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